A janela

Resolvi compartilhar minha experiência, porque ela é real e só por isso já merece consideração.
Quero te convidar a conhecer o tema sob novo contexto, e quem sabe assim, lavar a alma de muita gente…

Sim você terá que aguardar o desenrolar dessa historia para descobrir o tema ao longo do texto.

Mas segue uma dica: Deus, eu quero ir para o céu, mas não hoje!


Sábado de sol – imagine a vibe! Sim, eu já estava feliz só por ser sábado e por eu não estar trabalhando. Dormi um pouco mais e acordei vagarosamente. Levantei tranqüila mas ainda meio preguiçosa.

Me vi sozinha em casa. Eu e meu cachorro que por acaso acordou com mais preguiça que eu.

Preparei o café na maior farra com ele. Tomei café e segui pra o quarto.
Meu dog estava absurdamente excitado: sim a casa era só nossa – bagunça na certa.

Roubei o ‘amiguinho’ dele e sai correndo pela casa…cansei. Liguei o som e comecei a arrumar o quarto, sob os olhos atentos do dog – praticamente um sombra (rs).

Tenho armários altos no quarto e normalmente subo na cama para alcánça-los.
Pulei na cama no intuito de abrir o armário, mas meu dog só viu a parte ‘ela pulou na cama’. Ele subiu e começou a puxar minha meia. Ele adora roubar meias, principalmente as vestidas.
Comecei a dançar e pular feito louca brincando com ele.

Foi aí que me desequilibrei caindo de lado na janela que por acaso, é enorme.
Digo ‘casa’ no sentido de lar, porque moro em um apartamento – 14º andar.
A sensação de sentir o corpo no ar (pés fora do chão), amparado apenas pelo frágil vidro fechado da janela, me fez refletir.

Caí sentada na cama e fiquei um tempo pensando na benção que tive ( não creio em sorte, creio em Deus e nada é por acaso).
Se a janela estivesse aberta, eu teria caído. Se o vidro tivesse quebrado, eu não estaria viva agora.

Tenho certeza que ninguém jamais imaginaria que eu estava dançando feliz em cima da cama, que havia perdido o equilíbrio sem querer. Na certa, passariam o resto da vida tentando decifrar o que teria me levado a ‘me jogar da janela’.

Isso me deixou intrigada.

Escrever este post é hoje portanto uma necessidade imperativa, daí a importância em divulgar este quase acidente, uma realidade que nunca passará na cabeça de ninguém.

Quantas vezes li no jornal que alguém havia se suicidado. Na matéria familiares inconformados não conseguiam entender o ocorrido. Não haviam indícios nem motivos…
Bem, depois do que aconteceu comigo, gostaria que você tivesse o dom da dúvida.

Se você conhece alguém que se ‘suicidou’, mas que não apresentava nenhum indício suicida, que não deixou motivos claros, pense: poderia ter sido um acidente absurdo? Se o vidro da minha janela estivesse aberto, se ele tivesse se quebrado no impacto, eu teria sofrido uma acidente absurdo: isso é real.

Todos estamos sujeitos a acidentes, por mais absurdos que pareçam ser.


  1. Nunca, nunca, nunca, havia pensado nesta possibilidade. Vou ficar ligado a partir de agora, e, ainda bem que você está vivinha da silva.

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